Um dia para ser esquecido
Depois de mais um final de semana no mundo da bola. Destaco os clássicos, Roma x Inter, na Itália, e Corinthians x São Paulo, no Brasil. A trabalho assisti aos duelos com a mesma vontade que se estivesse na arquibancada, e, ainda no sábado, reparei que não seria uma rodada favorável aos goleiros, a profissão mais injusta do futebol. Começando com o melhor do mundo, Júlio César, que falhou bisonhamente no gol de De Rossi. Mas com a sinceridade e honestidade que lhe pertence, o goleirão da Inter assumiu o erro. “Achei que já estivesse segurado, falhei mesmo”. Tem crédito o titular da Copa de 2010. Já o titular da Copa 2002, São Marcos voltou a mostrar insegurança no empate do seu Palmeiras contra o Mirassol. No gol de Pablo Escobar, o pentacampeão largou sua meta estranhamente e viu a bola passar ao seu lado. Falha incomum para o santo, mas que vem se repetindo com frequência em 2010. Assim como o camisa 12 palmeirense, o craque bandeira Tricolor, Rogério Ceni vive uma fase sombria desde o retorno aos gramados após grave lesão no ano passado. O exímio cobrador de faltas vem falhando seguidamente em clássicos e ontem no Majestoso não foi diferente, Ceni aceitou o chute de Roberto Carlos, forte por sinal, mas no meio de gol e na direção de Rogério. Lembrando um pouco o gol de Léo Lima, na semifinal do Paulistão 2008. Azar do capitão. Azar e também sorte teve Rafael Santos, o terceiro goleiro do Corinthians. Claramente sentiu a pressão de um clássico e falhou feio em dois dos três gols do São Paulo. A primeira falha pode ser considerada um tremendo frango. Hernanes bateu falta fraca e Rafael fez defesa tranqüila. Tudo parecia normal, até que, a bola caprichosamente sobrou limpinha para Rodrigo Souto diminuir. Com 30 minutos, Rafael Santos fez o rival acordar. E não deu outra. Oito minutos depois , em outra falta, agora batida por Cicinho, Rafael se lançou ao mar de jogadores na área, mas nada alcançou. Só teve tempo de ver a bola no fundo da rede, 3 x 3 e os sonhos do jovem goleiro poderiam estar terminados naquela tarde. Mas existe sorte para duas falhas bisonhas? Sim, existe, sim. Pergunte a Iarley e Alex Silva. A vitória veio e abafou a sua culpa, que não pode passar batida, principalmente para um goleiro do Corinthians.
Mas nenhum arqueiro pode se lamentar mais que Luiz Carlos do Monte Azul. Que seu time iria perder de goleada para o Santos, até sua mãe sabia. Mas não precisava colaborar tanto. No segundo gol do Peixe, Á lá Higuita, tentou sair driblando os atacantes do Peixe, se atrapalhou e levou o gol por cobertura. Não contente com a “fama”, Luiz Carlos conseguiu a proeza de fazer um gol contra. Após escanteio batido por Marquinhos e sem nenhum adversário o incomodando na área, Luiz deu um tapa na bola para o próprio gol. Triste noite para o goleiro do Monte Azul. Acredito que o almoço tradicional de domingo teve como ingrediente principal o “frango” e não o Macarrão da “Mama”.
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© Todos os direitos reservados | Enviada em Mar 29, 2010 | 415 Acessos
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